segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Amores surrealistas


Os desdobramentos da cerejeira danificada e a assombração rondando o jardim intimista dos bichanos introspectivos que farejam o aroma de ervas finas vindo da despensa. O silêncio alquebrado após o descuido torrencial de aparências aromáticas – descuidos passageiros de frases recheadas com salmão ring e distúrbios alheios ao movimento das cachoeiras isoladas da real intenção das temperaturas adoçadas. Os amores surrealistas se desenham na penumbra ao sabor volúvel da movimentação das cachoeiras emergindo do silêncio alquebrado após a chuva dos peixes da sorte com mensagens de felicitações escritas nos olhos arregalados. Os olhos dizem mais do que mil palavras desenhadas na pele branca das meninas desajustadas que sonham com o improvável dia em que todas as liberdades respeitarão cada individualidade ilimitada que circula pelo mundo insano das palavras trocadas através do tato. A menina desajustada ainda sonha com o retorno da fada lilás e seus beijos com sabor de geléia de damasco enquanto se refresca na cachoeira isolada da real aparência aromática das cerejeiras danificadas – e os bichanos ronronam farejando a proximidade crescente dos amores surrealistas.

Liz Christine

Um comentário:

Celylua - O blog das Letras disse...

Texto fascinante...
Aplausos de pé!
Felicidades!