segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Libero delirio


Improvisando os instantes da mais pura e completa (quieta)

A lua está quieta mas ainda não chegou (quase)

Ella quase te alcança (sempre) – E sempre foge e volta (quase)

Quase aqui mas não tanto (não tanto) – Mais (tanto quanto)

Um tanto quanto voa gentilmente e adoça o improvisando (quieta)

Improvisando instantes da mais pura e completa (plenitude silenciosa)

Complete os parênteses após as reticências (tua)

Quase (tua) e um tanto quanto (quieta) mas sempre e não tanto assim (ligeiramente)

Ligeiramente (...            ) – Estabilidade ou volubilidades, um pouco de cada uma

Um pouco de cada uma em cada movimento que ainda não chegou (aqui)

Ligeiramente quase sem nexo (é) e completamente quieta (a lua)

A lua já está aqui – ela está calma e bloqueia (sempre) os sentidos para aqueles que não merecem compreender o quanto nada (é) sem

Nexo Sentido (Bloquear) Libertar Sentidos

Bloquear (Desbloquear) (Silenciar) Libertar (Sentenças) Silenciar (...          )

Renovar(-se) – del Caffè dal Libro Per amore Il balletto Fidanzata

As irmãs celibatárias (reticências) A gata Pamina (dois pontos) Una farfalla (silenciosamente, uma vírgula, duas vírgulas, três vírgulas) Flora (interrogação)

Sócrates e Bastet. Andantino. Andante delicato. Cristina. Audrey.

O presente irretocável. Referências. Memórias. Presente. O tempo presente. Sempre presente. O tempo volúvel. A neve. Un sogno. Um chão para o sonho – as nuvens do teto. Libertar(-se). Aquietar(-se). As sentenças estão quietas e o mar está revoltado. Limpem o mar. Limpem o planeta. Salvem os filhotes de panda. E cuidem das soberanas gatas e dos felinos todos. Preservem o chão e garantam o teto das nuvens. Salvem a boa educação. Ou internem aqueles loucos (ou loucas) sonhadores (sonhadoras)...:::;;;;;.....


Liz Christine

sábado, 4 de janeiro de 2014

I libri


Isolar(-se). Esquecer(-se). Silenciar todas (as palavras).

Silenciar todos (os olhos).

Acarinhar a gata (soberana). Isolar(-se).

Esquecer(-se). Repetir o refrão daquela música.

Melancolia. As paredes. O chuveiro. O chão.

La doccia. Il fiore. Domani.

Esquecer(-se). Paralelos. Silenciar (todos os olhos).

Mudar a direção das palavras. Trocar o humor das ovelhas.

Mudar, trocar, substituir – não (...).

Não olhe fixamente a rede de proteção das janelas. Silêncio.

Apague a palavra /melancolia/. Mas /ella/ volta.

Contos da era do jazz.

A sílfide.

O oposto do avesso da superfície que aparenta (ser).

Sognare. Titânia e Nikiya. Pamina.

Imagens que retornam. Revendo filmes.

Editando utopias eternas. Palavras essenciais.

Linguagem gestual.

Quando a palavra não traduz o que se pensa. Quando um pensamento está em outra página. Quando uma utopia não é pronunciada. Quando é possível esconder gentis intenções. Quando é possível se desviar camuflando as reais inclinações da música.

A língua das borboletas surrealistas e das babuskas. A coreografia do segundo ato do balé. A primeira música da coletânea. Um livro de contos de Oscar Wilde. O gato descansando na janela com rede de proteção. Tudo é quietude agora.

Sim, tudo é quietude agora. Aroma de café. Pausa. Uma pausa para si mesma(o). Uma pausa para o café.


Liz Christine