sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Liberdades oníricas


As lágrimas ressecaram as utopias desoladas. A tristeza se instalou de vez na cama aposentada. Uma súbita sintonia entre miados sincronizados com o vento que arrasta as folhas caídas das árvores muda a direção dos olhares desinteressados. O desinteresse generalizado veste a máscara da cordialidade voluntariosa. Todo o desapego espalhado sobre a cama aposentada se ressente contra as ofensas diárias. Os miados entrelaçados convivem pacificamente sublimando as repetidas doses ofensivas de descaso socialmente assertivo. A liberdade onírica cresce solta nas folhas caídas das árvores enquanto as tristezas humanas se multiplicam nos jornais. A solidão dentro das multidões atinge qualquer sublimação das repetidas doses ofensivas de falsas cordialidades geladas e desprovidas de quaisquer poesia. A poesia se enrosca nas liberdades oníricas compartilhadas com a contraditória naturalidade dos corações de gelo parcialmente descompromissados com as mudanças climáticas.

Liz Christine

Um comentário:

Celylua - O blog das Letras disse...

Olá Liz,
Adorei o texto, parabéns!
Já estou seguindo seu blog, rsrs, é ótimo!
Beijos no coração.