sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Um quarto de hora


Cada lágrima discreta e cada cigarro compartilhado (...),

Antes que um silêncio se desfaça em um quarto de hora (...);.

Antes que a cama flutue em um infinito quase pleno de notas de jasmim –

Um silêncio quase pleno de contornos entrelaçados ao despertar de uma melodia –

E então, sim, então antes que um silêncio se quebre em um quarto de hora (...):

E antes que as estrelas se desfaçam ao esbarrar em teus ombros –

A melodia cessa e te reencontro nua (...).

Antes que lágrimas discretas reencontrem um meio de quebrar o – silêncio –

Lágrimas concisas e plenas de palavras contidas (...).

Eu te quero mais uma vez, e que seja a primeira – em uma só frase me diz então (...).

Diz qual é a textura da minha pele e qual é a cor do perfume do silêncio que meu corpo exala na direção incerta de um caminho bifurcado – e me diz mais (...):

Diz de quantas linhas é feita uma escolha estonteante que o céu de onde nascem estrelas das mais diversas (profundidades mergulhadas em mel) acorda com um leve movimentar de asas ligeiramente salpicadas de notas de jasmim;,,,;:

Asas entrelaçadas no decorrer de um tempo individual que transcorre lento e repentino ao teu lado (...).

Sim, não quero falar de sussurros e sutilezas agora – não agora;,:;

Agora é o tempo de observar ou mergulhar em cada silêncio quase pleno (...)

: – sombreados,., cores bifurcadas..,.., estrelas tagarelas (...).

Estrelas tagarelas reencontram minha nudez silenciosa em um quarto de hora (...).

E então, sim, em cada cigarro compartilhado há uma pequena possibilidade –

Uma pequena possibilidade de comunicação ou incompreensão (...).

Liz Christine

Um comentário:

franblasius disse...

Gostei tanto do que escreves. Na verdade, caí aqui em função do google: estava procurando sobre Sartre e Simone.

Naquele post expressaste exatamente meus conflitos com tais pensamentos e atitudes, deles. As mesmas frustrações. Foi engraçado, até.

Beijo pra ti.