terça-feira, 3 de setembro de 2013

La cantina dei poeti


As atenções sugestionáveis e os corações partidos (...). Inspire novamente. Sempre. Confianças dúbias e quebras de sentido repentinas. O perfeito acabamento sem palavras. Dispersões. A concentração fugitiva. A modelagem do silêncio reagente. Paixões que retornam e se renovam. Pouco a pouco. Em alguns instantes. Em cada reticência. Em cada brecha. Tranque as portas. Sempre. Sempre há ouvidos atentos. Bem atentos. As atenções sugestionáveis e os corações partidos com escolhas imperiosas. Não há tanto espaço para dúvidas agora. Em alguns instantes. Em cada brecha. Tranque as portas e a imaginação se espalha sobre as coisas todas. Exercícios de imaginação. Sócrates se exercita todos os dias. O gato de companhia chamado Sócrates. A feminilidade das babuskas lésbicas. As distinções e os limites. Percepções altamente subjetivas e visões levemente imparciais. Os muitos ângulos de uma frase discreta. Tão doce e discreta quanto o brilho da lua ao chegar no paraíso. O paraíso de Sócrates é a alimentação. Alimentação de utopias e caminhos para tornar cada vez mais reais os ideais todos. Não basta apenas sonhar. É preciso viver a realidade que poderia ser mais e mais saborosa. O tempo apura ou estraga. Vinho ou qualquer outra obra que retorna. Sonhos que se apuram e se aprofundam. Obras de arte que se tornam compreensíveis. Ou não. Percepções altamente subjetivas e visões levemente imparciais. O tempo que apura ou estraga. A paixão mais profunda. O vinho mais doce. Moscato spumante ou spumante rosato (...). Il vino dell’amore petalo moscato ou – (...),

Ou uma coisa ou outra, escolher, já está escolhida – palavras que retornam e se renovam. A escolha ideal sem muita sombra de dúvida. A música do Reino Das Sombras e a primeira estrofe da letra de A quoi ça sert l'amour (...).

Ninguém sabe – mas já está escolhida.

(...)


Liz Christine

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