segunda-feira, 3 de abril de 2017

Le chat et moi




Ce sont les mots du chat.

Il n'y a que des cerises. Il n'y a que des silences. Il n'y a que des rêves. Il n'y a que toi dans mes rêves. Il n'y a que ma pâtée du soir. Il n'y a plus de doutes.

C'est vrai? Ce n'est pas vrai. C'est une poésie.

C'est une poésie? Ce n'est pas une poésie. Moi, je pourrais l'écrire mieux.

Ce sont les mots que j'ai écouté.

Quand? Je ne sais pas. Mais j'ai besoin des rêves. J'ai envie des fraises. J'en ai envie aujourd'hui.

Il n'y a que toi dans mes rêves. J'ai rêvé que le chat disait doucement les mots d'un livre. Un livre qui ne finissait pas. Et je revenais au début. Nous sommes indécis. Le chat et moi.

Liz Christine

quinta-feira, 2 de março de 2017

Vírgula




Bloqueio de palavras Sentidos despertos Poesia submersa Imersa em sentidos Mergulhada em silêncios Viens ici Viens tous les jours Bonjour mon rêve

Vírgula

Abra parênteses para explicar o silêncio

Jamais o explicaremos

Feche os parênteses

Uma outra raposa estuda para ser psiquiatra e brinca de ser chef de cozinha em casa nas horas vagas. O gato é um poeta que não ganha dinheiro algum mas recebe tudo que desejar em seu ambiente afetivamente preenchido porém isolado do resto do planeta ao redor. As gatas siamesas igualmente não estão interessadas no pequeno planeta ao qual chamam "aspas". E o mundo chega através da janela. Rede de proteção. E a música circula entre um sonho e outro silêncio parcialmente recheado. Recheado com morangos. Café e chocolate. Água mineral. Uma vírgula.

- "Para que serve escrever?" - "Para nada, absolutamente nada..." - "Escrever muda alguma coisa?" - "Que eu saiba, não..." - "Ler muda alguém?" - "Pergunte a quem lê..." -

Não perguntarei. Não afirmarei. Não questionarei. Não aceitarei. Não negarei.

Esperemos.

Esperemos o quê?

(A Lua clarear as idéias.)

Liz Christine

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Indefinidamente sempre







Não, não consigo. As palavras nada expressam. As palavras nada descrevem. As palavras nada dizem. Das sensações indomáveis que florescem em dúzias de camélias. Repetir. Repetir o refrão daquela música. Mas isto já foi dito. Isto já foi escrito. Mas isto já foi sonhado mil e cinco vezes. Mas jamais foi feito - por quem? Por que escreves? Não sei. Por que sonhas? Não sei. O que sabes? Nada sei. Quase nada sei das realidades que se completam ou se anulam umas às outras. Nada faz tanto sentido assim. Inspirar. Respirar. Descrever? Não. Escrever? Não sei. As palavras quase nada dizem. Das sensações indomáveis inspiradas sob este teto. O céu habita o silêncio. A lua dita poemas inéditos que jamais serão compartilhados. Guarde o silêncio. Guarde os poemas para si. Por quê? Porque o céu habita o silêncio. Mas fique. Ao meu lado. Indefinidamente sempre. Indefinidamente tua.

Liz Christine