quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Ériu




"(..), erguia-se para ficar mais próximo das estrelas invisíveis, deleitava-se atravessando reinos (...)." (do livro Contos maravilhosos, Lord Dunsany)

             Je voudrais écrire à minuit.

                   Doucement. Loyaument.

                     Approfondir. Rêver.

           Parfaitement. Sécretement.

        Nous pouvons rêver ensemble (...).

         Cache les mots dans le silence. (-:

 J'ai lu l'écrivain irlandaise. J'ai écouté les chansons irlandaises.

              J'ai visité la France et j'ai rêvé de toi.

                       Parle-moi de ton rêve.

                                         Bisous.

                              Seulement silence.

       Cache les mots dans notre silence.

          Nous pouvons rêver à minuit.

         Nous pouvons écrire ensemble.

                    Mais j'écris seule. Et tu lis.

                    Tu peux lire et comprendre.

                                      Approfondis. Rêve.

                                 Parle-moi de ton rêve.

                                 Ne dis rien.

                          Ne disons rien.

                                       Contradiction.

         La Lune est heureuse aujourd'hui (...).

              Et les chats sont heureux et fiers.

   Mon âme s'appelle Ériu. Et la Lune est mon amie.


Liz Christine

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Les mots du rêve




Os livros consumidos. Um espresso duplo sem chantilly e uma fatia de cheesecake.

Retire todas as vozes da sala, por favor. Deixe apenas que a música se repita a cada despertar ao meio-dia.

(Il trovatore - coro di zingari - Ascoltiamola. Va pensiero :-)

Fammi sapere la tua canzone preferita.

Riscrivi il racconto La gatta Bianca, scritto da Collodi.

Sogna e riscrivi e non cambiare lingua.

Quelles sont vos langues préférées?

Mantieni la lingua italiana. La lingua italiana mi sembra di essere la preferita.

Os livros consumidos. Um cappuccino e um macaron de framboesa.

Gostaria de escrever uma poesia mas ela anda difícil estes dias. Distante e silenciosa. Não quer dividir nenhuma reticência. Quando a vejo, ela desvia o olhar e fixa os olhos no chão. Ela, a poesia fugitiva. Olhar ausente. Mundo fechado. Gostaria que ela me dirigisse algumas poucas palavras mas ela já avisou que hoje não. Amanhã talvez. Como dizem as cigarras - "amanhã". Mas "amanhã" chega no dia seguinte e nada acontece. A poesia não me dirige nenhuma palavra. E as cigarras não ficam em silêncio jamais - apenas em dias mais frios, talvez. E onde faz frio? Aqui, provavelmente nunca. Aqui onde? Um sonho dentro de outro sonho onde as paredes se misturam ao sabor do acaso e os belos olhos da gata remixam todas as poesias nunca antes jamais consumidas - apenas imaginadas e recicladas e congeladas dentro do coração da Lua.

Saudade das babuskas. Balalaika ou kalinka. Tartelette aux myrtilles.

O gato mia, a Lua chora e a poesia sussurra mas não fala nem canta.

As estrelas cantam. Quelles sont vos chansons préférées?

(Sempre reticências(-:

Liz Christine

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

I dubbi




  
                             "Lasciami rimanere nascosta..." 

  "Mi sei mancata ma non rispondere, per favore..."

                  "Il silenzio non finirà mai?"   

                        "Non raccontare, non parlare..."

"Vieni, lasciami, vieni, lasciami, vieni, vorrei andarmene, vattene, torna..."

                           "...Vattene, zitta, parla, zitta............."

"Non usare l'imperativo, sii gentile, scegli il condizionale per una richiesta cortese, capisci? Sii gentile dolce et libre fa' quello che vorresti fare ma lo so non vorresti scegliere non è vero? Dove sono le virgole? Dov'è la poesia? Dov'è la realtà? Dove sono le gatte? Hai visto il mio gatto? Mais tu vas où?......."

              "Non lo so, questa è la mia risposta, lo sai tu?"

"Se lo sai... fammi sapere... raccontamelo.... dimmi... io, non lo so..."

               E hanno acceso la luce. "Dov'è la Luna adesso?"

"Sta riposando. Perché vorresti sapere di lei?"

Lascia stare. Me ne vado. Mi sei mancata. Vattene. Torna.

                 Rimani qua. Vattene. Non lo so. Lo sai tu?

Fammi sapere. Raccontami. Non parlare. Zitta.

Non usare l'imperativo. Scegli il condizionale per una richiesta cortese.

                    ... Vorresti prendere un cappuccino domani?...
                      ... Ti piacerebbe rivedere Il lago dei cigni?...
                              ... Ti piacerebbe venire qua?...

       Come si dice "uma-folha-em-branco" in italiano?

I dubbi. I sogni. Il regno delle parole - c'è una sylphide lì che non sa parlare, lo sai?

                            ... Conosci il balletto La sylphide?...
                     Sai che cosa significa "sylphide"?

In attesa di un gentile riscontro. Non rispondere. Scrivimi.

                                        ... Ciao...

Liz Christine

                       

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ovelhas lúcidas




(Sim) Pensei que o céu desabaria mas este se manteve são. Mas o silêncio, este sim, desabou sobre a grama. Talvez não se deseje dizer nada realmente. Mas há algo a ser dito que não será falado. Jamais. E que a paz se mantenha.

Sim, eu me repito (na língua das borboletas surrealistas). Tudo já foi dito antes. Agora ou nunca e sempre (e sempre mais). Menos palavras, mais músicas.

              (Je voudrais vivre en Irlande. C'est vrai.)

Não acredite em Macha agora. Ela está sonhando e não sabe o que diz. E Macha sabe o que diz quando? Quando está lúcida. E quando Macha está lúcida? Isso eu não sei. Não a compreendo a maior parte do tempo. Mas vivemos juntas, eu e Macha, Macha e eu (...). A voz de Brigid ecoa mas não a vejo. Longe, distante, ao meu lado, aqui.
Fecharemos as janelas e diremos. Sem pronunciar tais palavras. Desenhando silêncios (na língua das borboletas surrealistas). Qu'il pleuve (...).

                                       .....................................

Liz Christine