sexta-feira, 6 de março de 2015

Sceneggiatura






Non aveva detto ancora il suo nome – ne ha fatto mistero – ma lo dico io...

È Colette – la sorellina birmana di Sòcrates che sta scrivendo una sceneggiatura e vuole tutti i gatti nel suo film. L’étoile del suo film sarà Greta Garbo.

Colette está escrevendo um roteiro – mas não pretende dirigi-lo. Nem atuar. Sócrates será o diretor. Colette apenas escreve. E não a agradou que dissessem seu nome, afinal ela ainda não queria dizê-lo. Ela não gosta de falar e seu irmão compreende. Ela não disse nem ao menos o título do rascunho do roteiro – mas Sócrates já o sabe porque roubou o rascunho para ler ontem. Ela também lê os rascunhos e anotações de Sócrates sem que ele dê permissão – ah, gatunos... Além de roubarem comida da geladeira de suas donas (os irmãos Sòcrates e Colette moram na mesma casa) roubam rascunhos e sonhos entre si. E não há limites para a doçura felina... Doçura orgulhosa e intransigente porém volúvel – contradição, teu limite é...

... a Lua.

Lua fria e sensível. Lua atenta e dispersa. Lua amorosa e egoísta – e gentil e direta mas com sutilezas e esconderijos. Tanto faz. A família felina tem pós-doutorado em esconder-se e em decifrar esconderijos alheios. Os humanos se escondem na internet. As fadas se escondem na poesia. As babuskas e matrioskas se escondem tão bem que apenas os felinos as conhecem. E as sereias se escondem em toda parte – em palavras, em silêncios, em casa, no mar, na platéia ou no palco de um teatro. Esquece. Tudo se mistura e se completa mas as palavras continuam inconsistentes – as palavras humanas como as conhecemos detalhadamente livres desenhadas em um olhar profundo que alcança a ausência de uma fuga que se inspira em...

... dança.

A dança clássica e os libretos. Sócrates é um admirador da música – a música nossa de cada dia e o café nos dai hoje...

É verdade, ganharam muito catnip. Estou tentando entender o que querem dizer ronronando... Às vezes, escrevo o que escuto – mas isso já faz muito tempo, não é mais desse jeito... Frenesi aveludado da Guerin – a música é para Sócrates um frenesi aveludado da Guerin...

Às vezes, escrevo o que a música me diz... quanto mais doce melhor... chocolate com laranja... chocolate branco com ovomaltine... cappuccino com sorvete...

Balalaika ou Kalinka.

A página cento e oito do livro. Ajeite as palavras ou deixe em aberto.

Liz Christine

terça-feira, 3 de março de 2015

Say it with a kiss





Bisogna stare zitti.

Bisogna non fare rumore.

Bisogna guardare la luna.

Dobbiamo leggere le tazzine – chissà il caffè ci dirà...

Non ritengo che la luna ci direbbe – è chiusa

(-: ma è la regina della notte)-:

E i gatti sono gli insonni della notte fonda – cercano la poesia fino all’alba...

La cercano anche dormendo – ma di solito i loro occhi stanno aprendosi quando
la luna arriva al cielo... Venuta da lontano – è arrivata nella pagina di un libro...

La biografia di François Truffaut.

C’era un gatto che si chiamava Truffaut – era il gatto della mia bisnonna spagnola e
non l’ho conosciuto. Ho visto delle foto...

E ho deciso di dire che niente importa più che quel pensiero:
La vita è corta. Giochi con la tua gatta o il tuo gatto.”

Ma mia bisnonna è vissuta cento anni – la vita non è così corta e ho visto quella frase su una T-shirt mentre guardavo le vetrine in un centro commerciale...

Sia riflessiva(o)...

Che stavo facendo in un centro commerciale? Non lo so... la vita è così...
Che dobbiamo fare? – Come trovare l’essenziale? – Chissà, chissà, chissà...

Cerca qualcosa su Google – l’hai trovata?

Hai trovato la poesia del quotidiano?

... Sòcrates ha rivisto Don Chisciotte...

Não desista. Deixe estar. Não ouça conselhos. Aprenda observando também.
Aprenda a ouvir. Reaprenda a pensar – reaprenda a sentir.
Aprenda e reaprenda e esqueça e observe e escreva novamente – Sócrates certamente lerá e escreverá um comentário nos seus ombros...

Conosci quella canzone di Billie Holiday?
(Questa canzone piace a tutte le amiche di Sòcrates.)

Liz Christine

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Rassicurare




Lei sogna e lo fa. Lei ha sognato e ci crede. Il sogno è l’inizio di questo racconto. La fata che si è fatta suora ha dipinto un quadro.

Um sonho dentro de outro sonho dentro do mesmo sonho dentro do quarto rosa onde as paredes azuis de outro quarto se misturam aos olhos da cor do mar ou da cor de esmeraldas que aparecem sorrindo dentro do espelho invertido que a bruxa roubou e se fez então silêncio...

Os olhos negros de Myrtha.

La “sorella” di Sòcrates si è innamorata di Greta Garbo da tanto. E Greta Garbo la vuole tantissimo. (La “sorella” di Sòcrates non è biologica, sono fratelli di anima.) Il sogno è l’inizio di questo racconto. Non c’è nessuna suora qui. La suora è là. La suora è qua. Vicino, lontanto. Il sogno diventa realtà e la realtà diventa un sogno and life is like a song – conosci questa canzone? Ti piace la voce di Etta James? E la voce di Edith Piaf? E la voce di Ella Fitzgerald? Conosco una gatta che si chiama Ella e l’ho incontrata ieri.

A bruxa roubou as jóias e o espelho invertido – e ainda tentou roubar a paz. Nada importa mais que a paz. A paz interior ou a paz entre os reinos. Myrtha, a rainha que passeia por entre os bosques de mirtilos, bem o sabe. Ela uniu dois reinos sem recorrer a guerras. Uniu com a voz do rio congelado que deságua em um mar que canta as sereias que se enamoram de princesas que sentem ciúmes excessivos e a bruxa tudo vê e manipula corações inseguros. A bruxa se alimenta da insegurança alheia. E lança terríveis feitiços que só a paz no coração poderia quebrar. A paz dos que têm certeza. A certeza de que não sonham em vão. Nenhum silêncio é em vão e nenhuma palavra é em vão e um sonho é o início de quase tudo ou de quaisquer transformações...

Lei sogna e ci crede. Lei sogna e lo fa. Qualcuno dipinge. Qualcuno scrive. Nessun dorma, nessun dorma – è mezzanotte e il mare non è calmo. Rassicureremo il mare...

Liz Christine