segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Volubilidades


O tempo é infinitamente maleável e recolocável dentro de gavetas enquanto a reorganização das borboletas se desfaz (ou se refaz) a cada passo. As mariposas voando em semi-círculos ao redor da lâmpada do banheiro capturam por instantes infinitamente maleáveis a atenção felina – curiosidades volúveis. A volubilidade do tempo recolocável em gavetas se desfaz (ou se refaz) a cada vôo satisfatoriamente seguro de si enquanto as borboletas reorganizam os favos de baunilha dentro da xícara de chá. Essências puramente casuais se misturam aos doces aromas da estabilidade sentimental gerando improváveis fantasias agregadas à realidade dos perfumes situacionais. Ah... correntezas opostas à suave mutação da organização sensorial de ideais silenciosos. Não conte a mais ninguém que os sonhos ultrapassam as limitações do tempo tão maleável dentro de gavetas arrumadas com doçura. Não conte a mais ninguém o quanto o café apura as impressões sensoriais noturnas. Ah... correntezas complementares às suaves bifurcações de volubilidades contidas na estabilidade emocional. Não compartilhe com mais ninguém os segredos da volubilidade felina enquanto o tempo maleável apura os sabores da romantização de sentidos recolocáveis dentro de gavetas.

Liz Christine

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dualidade


As nuvens flutuam dentro de sensações incansáveis – os prazeres irrepreensíveis aos olhos gulosos da lua inabalável. Todas as introspecções saudáveis dissolvem a eterna cadência dos erros juvenis. Toda a questão dos pontos de vista ondula as percepções sensoriais dentro do mar tão belo quanto ideais incompreendidos. Sensações incansáveis e harmoniosas desenham nuvens de instabilidade dentro da constância dos prazeres irrepreensíveis. Desejos inacabados que jamais se calam diante da eterna cadência dos erros juvenis. Os latidos ritmados respondem aos miados suaves dentro da eterna movimentação das paixões tão ecléticas quanto as preferências musicais das babuskas que suspiram apaziguadas. A calma harmoniosa se apodera do instante em que as ondas quebram a contraditória incompreensão mútua – e as paixões florescem dentro da cadência dos erros juvenis. Tudo é uma questão de ponto de vista ou vontade – inclusive a desapropriação dos sentidos injustificáveis dos ideais serenos compartilhados com a lua gulosa. Amores constantes dentro da instabilidade emocional de desejos bipolares. Os prazeres irrepreensíveis encontram a satisfação necessária ao ritmo das transformações adocicadas. Toda a doçura nos beijos da fada lilás acalma a volubilidade das saudades injustificáveis – a doçura que dissolve a dualidade das preferências incansáveis.

Liz Christine

Verdades ocasionais


A descomplicação dos desejos pacíficos que rodeiam a noite levemente embriagada – tão levemente embriagada quanto as fatias de gula saciada.

O aroma embriagador que envolve a sutil confiança dúbia em verdades ocasionais propaga a deliciosa sensação de saciedade.


A gula parcialmente saudável é irmã gêmea do desejo pacífico – e a leveza sem exageros recobre em parte a satisfação dos sonhos discretos.


Discretamente os movimentos levemente embriagados se apoderam dos instantes de sonho lúcido – quando a realidade supera as inclinições sensoriais da dispersão compartilhada.


Sem conseguir manter a concentração em nenhuma palavra carregada pelo vento – a borboleta sobrevoa o colo descoberto da confiança dúbia.


Liz Christine

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Orquídeas


Não há mais tanta coisa a ser dita – o silêncio floresce dentro das estufas de orquídeas.

Uma vaga percepção da realidade corroída – os desejos se acumulam dentro do armário.


Abstraindo a harmonia das ruínas – a graciosidade mora na dualidade das transformações.


O ritmo das lágrimas impróprias temperando os instantes únicos de lucidez abstrata.


A poesia sonora dentro da vaga percepção da realidade corroída – uma quebra na harmonia das ruínas.


Um coração se parte em contato com o ritmo das lágrimas impróprias.


A lucidez abstrata ameaça o silêncio dentro das estufas de orquídeas.


O vento frio recorta os caminhos da poesia sonora – e a realidade se quebra em pedacinhos dissolvidos em água.


Existem mesmo fantasias impróprias? Questão de percepção (...).


Existem mesmo amores insanos? Questões de dualidade (...).


Existem verdades que não sejam volúveis? A graciosidade das transformações inconstantes se dissolvendo na água.


Basta um gole e as lágrimas impróprias se convertem em graciosas figuras dançando ao sabor do voluntarioso vento gelado.


As palavras não-verbalizadas se comunicam através de afetividades comandadas pelo silêncio enfeitado por orquídeas.


A afetividade enfeita as declarações mais suaves que jamais serão ouvidas – e as mais graciosas fantasias florescem dentro do armário.


Liz Christine

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A brancura dos versos


Ah, a dispersão da brancura dos versos – e o acúmulo de percepção adoçada com saborosos princípios de baixa caloria. Ah, a confusão transitória da leveza mergulhada em instantes preciosos. As curvas sombreadas refletidas na dispersão da brancura dos versos. Pensamentos flutuantes e ouvidos apurados – a realidade concreta cabe dentro dos sonhos descritos com liberdade e distração. A falta de concentração aparente camuflando a verdadeira intenção das liberdades distraídas. Os sentidos essenciais emergindo da leveza que observa os múltiplos lados da realidade concreta. As ondas acentuam a incoerência subdividida em pedaços compreensíveis. Os golfinhos simpatizam com o ritmo dos pensamentos flutuantes. Todas as explicações ignoradas pela confusão transitória – os sonhos submersos no mar cantarolam com mais afinação. As desnecessárias ou esperadas explicações se dissolvem na afinação da melodia que envolve os instantes preciosos. A gata fareja a proximidade das plantações de catnip. E o cheiro do mar invade as frestas da porta trancada. Não há mais espaço para tentativas tolas ou desajeitadas – a certeza se apodera dos pensamentos flutuantes. A certeza da dispersão aparente encobrindo as reais inclinações dos sonhos descritos na areia.

Liz Christine

sábado, 7 de janeiro de 2012

A solidária insônia


As indecisões amistosas descansam os ideais através da meditação. O café tranquiliza a oposição das manias divergentes. É preciso recolocar a dualidade nos princípios fundamentais da tranquilidade açucarada. Os adoçantes da indecisão amistosa suavizam a insônia solidária.

A indiferença se apodera da conveniência diária. A paixão se instala nos cabides onde a oposição das manias divergentes se aninhou. As cores complementares saboreiam as semelhanças dos corações bifurcados. As indecisões amistosas recobram as energias através da meditação.


A música fornece a quantidade diária de sonhos distanciados necessária ao bom funcionamento da organização dos cabides. Os sentidos enviesados apuram o sabor das conveniências diárias. A sinceridade pura adoça a convivência das diferentes espécies de babuskas ou brinquedos de pelúcia.


A gata branca aninhada no centro do travesseiro reencontra a sutil indiferença das manias voluntariosas. A paixão se instala nas notas musicais apuradas pela repetição constante da dualidade de sentidos trocados por corações bifurcados. A troca de gentilezas adoça o aroma de café circulando no corredor.


As indecisões amistosas namoram a precisão das ondas do mar. As borboletas apaixonadas pelas babuskas aguardam impacientes a resolução dos sentidos enviesados. O sapo de pelúcia ao lado do gato de brinquedo azul absorve atentamente as notas distanciadas da música. E o vento gelado abraça a solidária insônia da lua.


Liz Christine

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dans la nuit parfois


A repescagem de filmes dadaístas recorta o silêncio da noite preguiçosa se espichando nos galhos. O chocolate quente com uma gota de improbabilidade misturada ao conhaque delimita o espaço das comodidades plausíveis. O gato saboreia o patê de salmão enquanto o silêncio da noite preguiçosa invade as janelas dos prédios vizinhos. O ritmo lento da degustação das fatias de sashimi contrasta com a fluidez dos intervalos tão improváveis quanto a continuação dos traços impróprios no caderno de desenhos. A cor indecisa das asas de borboletas rascunhadas no caderno de desenhos é tão incorrigível quanto o clima impaciente que circula em cada intervalo. Um ciclo sem conclusões se repete dentro do silêncio das noites preguiçosas e o ronronar acalma as improbabilidades pingadas na xícara.

Liz Christine