segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Amar (toda a liberdade possível)


Um beijo – um beijo faz toda a diferença.

Nada que palavra alguma possa expressar (...).

É possível desenhar com palavras? – sinto falta (...),

Falta de sentir. Falta de sentido. Alguém me ama muito, e já –

– Agora: eu não me permito (...) mas me dou toda a liberdade possível.

(?) Não quero te amar.

E não pretendo te dizer nada realmente além de muito pouco (...).

Assim é que se foi?

Alguém me ama muito desde já até o infinito do sentido nunca (...) –

– (...) Nunca deixar de querer bem e próxima. Mais próxima.

Sempre mais, e mais, até que eu me sinta (?).

Protegida e sem tantas dúvidas – é possível desenhar (...)

(...) com palavras? Apenas um beijo.

Nada que palavra alguma possa realmente expressar – me diz como:

: como tu me encontra sempre, a cada vez que eu fujo de ti?

Porque vou fugir sempre, e mergulhar cada vez mais. (...)

Não, não há fórmulas: apenas a essência de tudo rodeando um silêncio que

se desfaz em um abraço – à espera de impulsos (...).

Da minha parte eu ainda não pretendo. Não no momento.

Nesse instante agora eu não quero te amar – nem a ti nem a ninguém.

Pode me amar – e me deixa absorver todos os sentidos (...).

Absorver sentindo que – não há muito que me importe, além disso.

Isso que chamam de (...)

Liz Christine

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Um quarto de hora


Cada lágrima discreta e cada cigarro compartilhado (...),

Antes que um silêncio se desfaça em um quarto de hora (...);.

Antes que a cama flutue em um infinito quase pleno de notas de jasmim –

Um silêncio quase pleno de contornos entrelaçados ao despertar de uma melodia –

E então, sim, então antes que um silêncio se quebre em um quarto de hora (...):

E antes que as estrelas se desfaçam ao esbarrar em teus ombros –

A melodia cessa e te reencontro nua (...).

Antes que lágrimas discretas reencontrem um meio de quebrar o – silêncio –

Lágrimas concisas e plenas de palavras contidas (...).

Eu te quero mais uma vez, e que seja a primeira – em uma só frase me diz então (...).

Diz qual é a textura da minha pele e qual é a cor do perfume do silêncio que meu corpo exala na direção incerta de um caminho bifurcado – e me diz mais (...):

Diz de quantas linhas é feita uma escolha estonteante que o céu de onde nascem estrelas das mais diversas (profundidades mergulhadas em mel) acorda com um leve movimentar de asas ligeiramente salpicadas de notas de jasmim;,,,;:

Asas entrelaçadas no decorrer de um tempo individual que transcorre lento e repentino ao teu lado (...).

Sim, não quero falar de sussurros e sutilezas agora – não agora;,:;

Agora é o tempo de observar ou mergulhar em cada silêncio quase pleno (...)

: – sombreados,., cores bifurcadas..,.., estrelas tagarelas (...).

Estrelas tagarelas reencontram minha nudez silenciosa em um quarto de hora (...).

E então, sim, em cada cigarro compartilhado há uma pequena possibilidade –

Uma pequena possibilidade de comunicação ou incompreensão (...).

Liz Christine

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Infinitos


Eu nem sequer sei (…). Onde guardei minhas chaves.

E o que estou me perguntando é: como eu me perdi desse jeito?

Ou: como te perdi assim?

Afinal, qual é a pergunta certa? Onde tudo são dúvidas, eu encontro uma (...)

(...) Verdade: tem alguém por perto.

E cada vez mais perto de mim. Não sei por quê penso em ti,

Ainda. E no dia seguinte, acordando aos poucos de um sonho lúcido ou (...).

Ou de uma onda que volta. Após ter me levado ao meu infinito.

Minhas chaves talvez estejam escondidas em algum outro infinito.

A imaginação é infinita, porém limitada pelos ingredientes e dosagens.

O amor é infinito, porém inplausível dentro de uma realidade trancada.

A paixão pode se misturar ao infinito mas o tom, porém, é de descaso.

Meu tom, onde cores se misturam à minha essência –

– E toda a tranquilidade se derrete ao sabor de pausas.

Pausar o movimento. Pausar inércias. Pausar quereres. Pausar o silêncio.

Me diz uma coisa: tu me abraçaria se do meu corpo brotassem desenhos e –

(...) palavras? Mas sim, do meu corpo brotam desenhos, e é possível perceber que

Eu te chamo: desenha movimentos e fala em meu ouvido que deseja ler em meus olhos

Até onde eu posso te querer e onde eu costumo me esconder, ou (...)

Até onde eu não sei o que quero de ti e onde quero te encontrar.

Liz Christine

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O mesmo mar esverdeado


É, eu não gosto dessa palavra. Gosto de outra. Tem mais uma coisa: há uma coisa que me confunde nas pessoas. As pessoas ao meu redor me confundem e eu me confundo nas minhas própria intenções. Mas uma coisa eu sinto: de ti nasce todo o meu amor. Nesse momento, pelo menos. Já no instante seguinte, é outra coisa qualquer que me confunde. Eu te vejo uma noite, duas noites, três noites seguidas, e já quero mais e mais, e mais instantes. Eu não gosto da seguinte palavra: saudade. Não, eu não tenho saudade – não nesse instante que se desfaz no beijo presente. Sim, quando quero.

Acho que – não há dúvidas. Eu não vou seguir a opinião de ninguém. Nem vou me dar ao trabalho de escolher um caminho agora. Antes de escolher o melhor caminho, eu preciso sentir toda a intensidade em ser vunerável ao mínimo sinal de (...).

Talvez dessa vez eu precise mergulhar em águas mais tranquilas (...). Eu simplesmente quero o mesmo mar, mas de outra forma. E nada depende apenas de silêncios. Eu encontro um certo equilíbrio no silêncio – mas nunca na ausência. E talvez eu precise de mais além do equilíbrio – a palavra que eu gosto (...).

Eu poderia não querer mais ninguém, mas é improvável. Não querer ninguém além de ti – francamente, faz alguma diferença? Eu não sei ainda o que me confunde nas pessoas: a rigidez ou a falta de sentidos claramente divididos?

Clareza em pensamentos ou sensações fluidas que se modificam ao longo de um percurso e tudo gira em torno de uma única vontade, a inquestionável vontade de reencontrar uma essência que frase alguma poderia expressar.

Sim, eu só quero a ti desta forma (...).

Mas há muitas formas de querer, (...)

.

Liz Christine

sábado, 19 de setembro de 2009

Et ça me fait quelque chose


Sim? Eu (…). Sempre eu – a primeira a fugir e a última a desistir. É que simplesmente ainda acredito (...) – sim? Acho que ouvi qualquer coisa que não compreendo bem. Eu apreendo o mundo através de (...). Simples. Ainda assim é simples – basta. Eu não sei esperar e basta um começo. Apenas um começo que não importa tanto assim – mas eu sei (...). Sei que apreendo de alguma forma algo que me escapa de vez em quando. Eu acordo lentamente – e a primeira coisa que me pergunto ao acordar é: quando? Não me faço tantas perguntas porque pouco me importa, desde que eu sinta. Nem sempre é possível. Não sei, sabe? Desde que eu sinta que ainda posso sentar no teu colo sem me importar com nada mais, e desde que eu sinta que não preciso tanto assim escolher entre bonequinhas de chocolate e a primeira coisa que ando me perguntando ao acordar – talvez eu me reencontre então. Talvez eu me reencontre então sem me perder mais de vista em meio à insanidade de um olhar – mas quem me olha quando quero me esconder?

Liz Christine

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Insana fragilidade


Um brilho – uma idéia que passeia lá longe. Mas eu descarto – descartando a possibilidade de te amar incondicionalmente, eu me liberto do peso. Eu me liberto do peso que cabe no desespero da incomunicabilidade te comunicando que não posso ainda e talvez nunca tão cedo. Eu não posso amar enquanto dúvidas se multiplicam dentro de saudades longas e mais fortes que minha insana fragilidade. Eu posso atingir a liberdade e nadar dentro dela mergulhando em ti? Eu quero andar de mãos dadas e ser abraçada pelo amor inquestionável que mora dentro de cada recado – mas é real dentro de ti mais que em meu olhar? Eu te observo lentamente e estudo cada hesitar ou se atirar minha – minha fragilidade e minha incerteza mais a minha inquestionável ser quieta me expandindo. Eu vou me espreguiçar a cada acordar me perguntando se isso realmente vale a pena – ou: eu vou mergulhar em cada sentimento teu sem me perguntar nada e sem te perguntar muita coisa. Não tenho muito como saber e nada importa realmente – nada além de saudades fortes e encontros intensos. Reencontros esperados com ansiedade e. A certeza da possibilidade concretizável. A incerteza da dúvida que se desfaz – não me prenda nunca, eu não pretendo. Não, eu não pretendo mas ainda posso – ou não?

Liz Christine

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O quanto antes possível


Ou eu preciso de música ou eu preciso de silêncios ou preciso de ti mais uma vez e sempre até que não se saiba mais olhar ao redor – eu olho ao meu redor procurando qualquer coisa, qualquer coisa que me faça te esquecer. Mas eu quero te esquecer? Talvez, mas é provável que não e improvável que eu talvez pudesse. Um colo. Ou eu preciso de um colo ou eu preciso fugir sempre antes que, ou eu preciso me concentrar ou eu preciso me distrair. Eu só não preciso lembrar como a destruição me altera – não sei se devo destruir meus medos ou meus ideais, ou minhas vontades ou minha hesitação. Eu preciso te encontrar logo. Antes que eu seja da outra metade – eu não te amo totalmente. Uma parte te espera, a outra não. Talvez eu possa mergulhar completamente no verde das asas de uma fada. Mas não sei ainda se posso mergulhar em ti – e nem sei o que te espera ou. Ou quem me espera (...). Pelo menos uma ação tua – a mais doce e suave possível, com ou sem olhares de fadas. As fadas também poderiam. Mas de resto, eu não sei mais – aliás, eu nunca soube, nem ontem nem quando eu te encontrar. Quando?

Antes.

O quanto antes possível (...).

Liz Christine

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Intuição passiva


Não sei muito bem sobre quase nada que importe ao casulo necessário à minha breve fuga de uma realidade desnecessariamente sufocante – eu quero (a liberdade que se encontra apenas em uma ação concreta e teoricamente esvoaçante). Sim, algumas teorias podem nascer de prática e observação e experimentação – ainda assim, e mesmo assim, e assim por diante, teorias teoricamente diferem (e muito) de práticas. Na prática eu estou meio perdida no momento, meio perdida e muito desconcentrada – mas teoricamente eu devo saber ou intuir ou sentir que todos os sonhos são em parte passíveis de serem inesquecíveis. Intuição passiva e sede incontrolável. Eu quero uma ação determinada em que cabem algumas possibilidades. Possibilidades que agora desconheço. A cada dia que passa ou que nasce eu desconheço mais e mais e assim por diante, em parte vulnerável, em outra parte carente, e mais em alguma parte à parte distante de ti. Vulnarável a cada toque, um leve toque de asas acariciando meus seios, as asas que eu não vejo desde que me decidi a não esperar mais. Não, eu não vou esperar nada nem ninguém. Eu vou buscar qualquer coisa, e qualquer coisa é mesmo qualquer coisa – entendeu? Qualquer coisa em ti me confunde e qualquer outra coisa em mim é pura dúvida.

Liz Christine