domingo, 20 de dezembro de 2009

Flor de chocolate branco


Uma flor – talvez? As palavras mais adequadas. Uma calma possível. O olhar mais apropriado é aquele que traduz total compatibilidade entre a aceitação admirada e a sede quase inapropriada – qual sentir levado ao extremo soa apropriado? Há meios de encontrar respostas por si só para depois dissolvê-las em uma pasta de chocolate branco derretido com pedaços de mel crocantes e – sabe? Amor é alguma coisa complicada de se dizer – não me compreenda tanto mas não me leve a mal nunca se eu soar inapropriada ou (inadequada). Sabe uma coisa que adoro, entre tantas outras? Aquele tipo de abraço que tira meus pézinhos do chão, e sabe mais outra coisa? Melhor não dizer pra ti agora. Deixa eu me esconder debaixo de um lençol antes que eu te fale. Sim, eu ando nua pela casa inteira na tua frente sem apagar nenhuma luz – mas quando meu orgulho começa a se dissolver em um mar que flui até o infinito de uma fatia da flor de chocolate branco eu preciso esconder mais meu rosto que a minha outra nudez (...).

A nudez de um olhar poderia soar inapropriada?

Um amor extremo que não se desfaz facilmente soa inadequado?

Pois é, pouco importa agora.
O mais importante agora é mergulhar sem afirmar nada mais (...).

Liz Christine

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Língua de sapo azul nos meus seios


Barulho de telefone fora do gancho (início de tudo). Duas mulheres falando demais e gesticulando muito (Flor de Chocolate Branco e Café Trufado). Mais uma pessoa falando demais e gesticulando muito (Pato-Duvidoso). Uma língua se desenrolando e se esticando até o infinito mais ou menos como um brinquedinho antigo chamado língua-de-sogra. Então eu com uma aparência infantil (e infinitamente menor que a língua se desenrolando) pulo na língua que se estica até o infinito e ando como se estivesse em uma corda-bamba ou simplesmente como se estivesse brincando de me equilibrar no meio-fio de uma rua. De repente eu caio e caio até o infinito sem parar de cair em um espaço vazio. E então vem um sapo azul voando com asas de anjo e me pega (abraço, colo) e me carrega em seu vôo até uma nuvem em um céu azul de final-de-tarde. Eu fico sentado na nuvem com o sapo azul com suas asas de anjo encantado e aparecem fadas nuas com seios bonitos. E o sapo azul das asas de anjo estica sua língua como se fosse caçar uma mosquinha mirando meus seios (língua de sapo azul nos meus seios). E as fadas nuas, todas elas me beijam no boca (beijos também em meu pescoço e seios e barriga e costas). E então nasce um par de asas em minhas costas (jazz tocando ao fundo). E as estrelas sorriem dançando no céu que continua sendo azul em um final-de-tarde que se espalha no olhar do sapo azul com suas asas de anjo.

Liz Christine

domingo, 13 de dezembro de 2009

Asas levemente desviantes

Em silêncio (…) – esbarro em dúvidas (mais algumas?). É que vou deslizando à procura de um chão e – mais café e mais cigarros. Alguns pensamentos trancados. Sim, tenho uma idéia – quero tirar fotos com mel e ela me diz coisas inaudíveis e talvez impraticáveis (por quê?). Me diz por que só enxergo a ti nos útimos dias (...). E nem sei se vejo claramente. Algumas coisas sim, outras não, nem tanto, nem um pouco, demais, muito, não sei – a cada dia ou noite. Em silêncio – continuo (tentando) te olhar. Não que eu queira ver claramente – quero me aproximar sem compreender talvez. Há coisas um tanto quanto incompreensíveis – deixa assim. Assim mesmo. Sentidos não precisam ser explicados – apreender, intuir, adivinhar com dedos e (sim). Asas levemente adocicadas (...).

Liz Christine

Sobre a areia

Sobre a areia, conchas desenhando um nome quase pleno de reticências desconcertantes que envolvem uma semi-certeza vaga (...). Tudo soa vago em meio à insônia e ao calor de tuas palavras suaves encobrindo a intensidade que descansa em ti (...). Te procuro em cada reticência minha (...). E te reencontro atrás de alguns silêncios quase plenos de asas de borboleta buscando um olhar (...).

Liz Christine

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Intransigências


Coração de esmeralda (verde como o meu baton sabor intransigência) –

Uma dúvida sabor cerejas com gelo picado e lascas de amêndoas (podendo conter traços de nozes trituradas) _ : sabe?

Realmente nunca sei se te quero demais ou de menos – nem o quanto você sabe ou deixa de saber assim que eu me aproximo de ti (em pensamento) _ (...)

Talvez demais além do que eu mesma poderia desejar, e sim (?), eu, sim (sempre por perto).., ; ., (?)

Sim, vou ser clara dessa vez: não posso ser mais clara do que já sou –

Esbarrando em uma dúvida, eu me desvio de perguntas indesejadas porque sim, ainda sou uma letra de música que se alegra ao sentir o verde próximo de mim mas (...)

Sempre vou querer conhecer o pato de doce-de-leite com nozes e pedaços de nuvens desenhando formas (...) – ..;.,

(Tenho medo – sim, alguém pode me explicar?)

Esquece as explicações, apenas vem cá um instante porque eu (...)

Te quiero – e tu?

Não me venha com mais dúvidas, pois já tenho aquela e tal, então vem com clareza e um pouco de querer demais além do necessário – eu quero esquecer ao te abraçar;...,.;

Esquecer que tenho medo de quaisquer intransigências (...)

Liz Christine

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Indecisões parcialmente concisas


Uma gata branca passeia dentro de um quarto de hora – caminhos bifurcados e indecisões parcialmente concisas (...). Um mar quase dócil onde mergulho cansaço e palavras insones – inquietação tranquila e asas feitas de algodão-doce (...). Pronto: em quarto de hora reencontro ternura e impaciência suave plena de sutilezas puras (...). A luz do quarto acesa brilhando dentro de um beijo que ocupa o segundo degrau da escada onde flutuo em tua companhia adocicada e permanente – é que todas as noites e madrugadas te vejo bem ali atrás das cerejeiras e te convido então a mergulhar no mar morando dentro do meu quintal (...). E você vem com toda a profundidade de três palavras escondidas sob lençóis macios repletos de pétalas de diversas fontes – é que preciso te contar: guardo uma fonte dentro do armário de onde nasce toda a minha admiração pelo teu olhar inquieto (...). A gata branca pula no teu colo e ronrona calmamente enquanto contemplo tuas mãos escorregando dentro da noite (...).

Liz Christine

Um sonho com um passarinho-Cinderella

Sonhei que estava no shopping com minha mãe e entrávamos em uma loja que vendia todas as princesas da Disney de pelúcia. Havia um desenho da Cinderella onde ela se transformava em um passarinho e depois voltava a ser uma princesa (era algum feitiço e o desenho existia dentro do sonho e havia passado nos cinemas). Então nessa loja no shopping havia também o passarinho no qual a Cinderella havia se transformado e minha mãe queria comprar para mim mas eu dizia que não havia gostava daquele passarinho-Cinderella. Mesmo assim ela comprava e me dava. Aí íamos andar mais pelo shopping (eu carregando o passarinho-Cinderella no colo) e encontrávamos um conhecido lá (alguém que existia apenas nesse sonho e não me remete à nenhuma pessoa real). Ele nos contava sobre duas mulheres que tinham um caso e administravam uma loja de biquínis como fachada para venderem maconha – e ele estava investigando o caso e ia ajudar a prendê-las mas ele tinha também um caso com uma das mulheres. Elas moravam juntas e uma era bem mais nova que a outra (ele tinha um caso com a mais nova que, inclusive, tinha o hábito de tomar ecstasy).

Liz Christine

Um sonho com feira de bichinhos de pelúcia

Sonhei que havia ido com a fada de café trufado até o Plano B e estávamos lá juntas quando de repente ela cismava de ir a outro lugar. Ela me deixava na casa do F. e saía depois e eu tomava um banho lá depois de perguntar se poderia aparecer algum inseto ou algo pior no banheiro. Depois eu aparecia com minha mãe em uma feira de bichinhos de pelúcia. Os bichinhos de pelúcia ficavam dentro de cercadinhos e haviam vários bichinhos dentro de cada cercadinho – muitos bichinhos de pelúcia eram quase até do meu tamanho e haviam muitas ovelhas. Eu observava uma mulher com um carneirinho de verdade na coleira passeando pela feira e mostrava à minha mãe. Então eu via um cachorrinho de pelúcia com algo escrito nas orelhas – estava escrito em cada orelha “Lao no hospicio” (nome de um disco meu). O cachorrinho de pelúcia era marron bem claro e tinha orelhas de labrador e eu ficava eufórica querendo comprá-lo. Abraçando o cachorrinho de pelúcia com o nome do meu disco escrito em cada orelha ele ia mais ou menos do meu pescoço até o meu quadril (e haviam bichinhos bem, bem maiores, mas eu queria aquele e queria muito mesmo). Eu o pegava e minha mãe estava separando o dinheiro para comprá-lo quando um segurança se aproximava achando que queríamos roubá-lo. Minha mãe explicava que íamos comprá-lo e o segurança pedia desculpas e se afastava. Então o comprávamos e eu ia para casa toda feliz.

Liz Christine

Um sonho com fada de café trufado e Circo Voador

Sonhei que havia acabado de tocar no Circo Voador e minha mãe já estava agendando outro show meu lá. A fada de café trufado ia tocar na mesma noite mas era uma noite de rock e não de música eletrônica. Eu perguntava à minha mãe como eu ia tocar em uma noite de rock se eu fazia música eletrônica. Então na noite do show eu ficava preocupada com a roupa que eu estava usando (achando que não estava bem vestida) e uma mulher anunciava meu nome no microfone – e havia um monte de pessoas fantasiadas de forma carnavalesca no palco enquanto uma mulher anunciava meu nome no microfone antes de eu entrar no palco.

Liz Christine